
No MPT-SE, Sindicato relatou adoecimento mental dos trabalhadores por sobrecarga e pressão constante
Sobrecarga, pressão constante e adoecimento mental. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares do Estado de Sergipe (Sindserh) este é o cenário no Hospital Universitário de Lagarto (HUL), no Centro Sul sergipano.
Nesta quinta-feira (29), o tema foi discutido em audiência no Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE). A vice-procuradora-chefa do MPT-SE, Clarisse Farias Malta, ouviu os representantes do Sindserh, Ademir Pimentel e Ricardo Abel. Eles apresentaram denúncias relacionadas ao ambiente de trabalho na unidade de saúde, destacando um quadro de sobrecarga funcional, pressão constante por parte da gestão e adoecimento mental das equipes.
A procuradora do Trabalho Clarisse Farias Malta destacou que já existe inquérito civil que investiga as irregularidades no hospital. Em junho deste ano, o MPT-SE e o Ministério Público Federal (MPF) fizeram uma inspeção na unidade. “A reunião de hoje foi importante para que o sindicato trouxesse, sob a perspectiva dele, os principais pontos para que possamos adotar as providências. Os representantes relataram questões ligadas à sobrecarga de trabalho, afastamento por adoecimento, déficit de profissionais em determinados setores, principalmente, nos setores assistenciais, elevada demanda enfrentada pela unidade hospitalar, assédio moral, dentre outras questões”, pontuou a procuradora.
Ricardo Abel, representante do Sindserh, detalhou as principais dificuldades enfrentadas pela categoria no cotidiano hospitalar e denunciou condutas autoritárias na condução da gestão. “A gente tem mudança de jornada sem aviso prévio, sem escutar o sindicato, sem ouvir os trabalhadores. Hoje, o Hospital Universitário de Lagarto tem uma gestão que não ouve os trabalhadores e, por isso, estamos aqui para buscar ajuda do Ministério Público do Trabalho”, relatou.
Segundo Ademir Pimentel, vice-presidente do sindicato, a busca da categoria é por respostas institucionais firmes que resguardem os trabalhadores. “A nossa busca aqui é por garantia dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores, através da atuação do MPT e da Justiça do Trabalho”, disse o vice-presidente.
O MPT-SE aguarda resposta do sindicato sobre os questionamentos que foram tratados em audiência, bem como serão analisados documentos já apresentados pelo HUL. A partir daí, o Ministério Público do Trabalho vai avaliar as medidas administrativas ou judiciais que forem cabíveis.

