CLIMEDI ADQUIRE TECNOLOGIA PIONEIRA EM SERGIPE PARA DIAGNÓSTICO AVANÇADO DE DOENÇAS CORONARIANAS

Tecnologia pioneira permite diagnóstico mais preciso e reduz necessidade de procedimentos invasivos.

A medicina diagnóstica em Sergipe acaba de alcançar um novo patamar tecnológico. A Clínica Climedi, em Aracaju, passou a contar com um aparelho moderno e pioneiro no estado para a realização da angiotomografia das coronárias associada ao FFR-CT, método inovador que amplia a precisão no diagnóstico de doenças cardiovasculares e auxilia na tomada de decisões mais seguras e individualizadas para os pacientes.

O exame, considerado moderno e não invasivo, permite o diagnóstico precoce das doenças coronarianas com elevada precisão. Além de avaliar a anatomia das artérias do coração, a associação com o FFR-CT possibilita analisar também o impacto funcional das lesões no fluxo sanguíneo cardíaco, tornando a investigação ainda mais completa.

De acordo com a médica cardiologista Maria Júlia Souto, a chegada da tecnologia coloca Sergipe em posição de destaque no cenário nacional.

“A aquisição desse equipamento coloca Sergipe em um patamar de medicina de primeiro mundo. Não se trata apenas de um pioneirismo estadual; estamos entre as primeiras máquinas do Brasil a utilizar essa tecnologia, o que representa um avanço muito importante para os pacientes e para a cardiologia”, destacou.

A especialista explica que o grande diferencial do método é permitir a avaliação da isquemia — redução do fluxo sanguíneo para o coração — sem a necessidade de procedimentos invasivos.

“Quando identificamos uma placa de gordura em uma coronária, algumas vezes surge a dúvida se ela realmente está comprometendo a passagem de sangue e provocando sintomas no paciente. Com o FFR-CT conseguimos avaliar a repercussão hemodinâmica dessa lesão, ou seja, saber se ela está de fato impactando a circulação”, afirmou.

Segundo a cardiologista, essa análise é realizada por meio de inteligência artificial durante a interpretação das imagens, sem exigir etapas adicionais ao paciente.

“Essa avaliação não exige mais tempo no exame. O paciente realiza normalmente a angiotomografia e, durante a análise das imagens, fazemos o estudo do FFR-CT utilizando inteligência artificial”, explicou.

Tradicionalmente, o FFR — sigla em inglês para Reserva de Fluxo Fracionado — era realizado exclusivamente por meio do cateterismo cardíaco. Agora, a evolução tecnológica permite obter essas informações através da tomografia, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos.

“O grande diferencial é justamente poder realizar essa avaliação de forma não invasiva. Antes, o FFR era obtido apenas por meio do cateterismo. Com a evolução para o FFR-CT, conseguimos ampliar a investigação diagnóstica com mais conforto e segurança”, ressaltou Dra. Maria Júlia.

O aparelho chegou à clínica no início deste ano e, segundo a especialista, os resultados iniciais já demonstram benefícios importantes na prática médica.

“Já percebemos impactos clínicos positivos na orientação dos pacientes e também na discussão conjunta com o cardiologista clínico sobre o melhor tratamento e a necessidade de avaliações adicionais. Isso torna a condução dos casos muito mais precisa”, concluiu.

Com a nova tecnologia, a expectativa é ampliar a capacidade diagnóstica, evitar procedimentos invasivos desnecessários e oferecer tratamentos mais assertivos, reforçando a evolução da medicina cardiovascular em Sergipe.

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