Neste Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, mais do que reforçar os já conhecidos malefícios do cigarro tradicional, é preciso voltar o olhar para uma ameaça que vem crescendo de forma silenciosa, porém preocupante: os cigarros eletrônicos.
Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data tem como propósito conscientizar sobre os perigos do tabaco e estimular políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento do tabagismo. Mas em 2025, o cenário exige um novo debate: os dispositivos eletrônicos para fumar, também conhecidos como vapes, se tornaram a porta de entrada para o vício entre os mais jovens, embalados por sabores artificiais, design moderno e uma falsa ideia de segurança.
É urgente dizer com clareza: cigarro eletrônico também faz mal. Contém nicotina, causa dependência e carrega substâncias tóxicas que afetam os pulmões e o coração. Ainda que mascarado por aromas doces e embalagens coloridas, trata-se de um produto nocivo, combatido por especialistas em saúde e cuja comercialização segue proibida pela Anvisa no Brasil.
Em tempos de marketing disfarçado nas redes sociais e apelo entre adolescentes, o desafio do combate ao tabagismo ganha novas camadas. Por isso, este 31 de maio deve ser mais do que simbólico. É momento de informar, de educar, de reforçar que saúde não se negocia — e que cada tragada, seja de um cigarro convencional ou eletrônico, tem um preço alto demais.
Que esta data nos leve à reflexão e à ação. Porque o melhor futuro é o que se respira com liberdade — e sem fumaça.

