
Após sentir dores abdominais e se consultar com um cardiologista, o ator e apresentador Otaviano Costa descobriu que estava com uma doença grave: o aneurisma da aorta, que afeta cerca de 2% da população. A condição exigiu uma cirurgia de emergência, bastante delicada, com necessidade de abertura do peito. Felizmente, Otaviano já se recupera em casa.
A aorta, principal artéria do corpo, tem a forma de uma “bengala” e é dividida em duas partes: uma torácica e outra abdominal, que se bifurca, gerando as artérias ilíacas. Entre os aneurismas da aorta torácica, 60% ocorrem no segmento ascendente, 30% no descendente e 10% no arco.

Segundo o cardiologista e professor titular da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Dr. Antônio Carlos Sobral Sousa, os aneurismas da porção ascendente estão frequentemente associados a doenças hereditárias, como as síndromes de Marfan, Loeys-Dietz e Ehlers-Danlos, além de patologias congênitas, como a valva aórtica bicúspide e a coarctação da aorta.
“Acometem, portanto, indivíduos mais jovens. Já aqueles que afetam o segmento descendente do vaso e a aorta abdominal geralmente são de natureza aterosclerótica, atingindo pessoas mais idosas, e apresentam como fatores de risco a hipertensão arterial, o tabagismo, o diabetes e a hipercolesterolemia”, explicou.
A ruptura e a dissecção são as complicações mais frequentes e temidas dos aneurismas da aorta. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os aneurismas são assintomáticos, podendo, no entanto, provocar dor torácica ou dorsal por efeito compressivo quando atingem grandes dimensões.
O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como ecocardiografia, tomografia e ressonância magnética. O raio X do tórax também pode indicar a presença da doença. “A melhor forma de diagnosticar o aneurisma da aorta é consultar regularmente o médico e realizar os exames necessários, de acordo com suas recomendações”, concluiu Dr. Antônio Carlos Sobral Sousa.

