A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de vida

Amamentar causa impactos positivos não só na saúde física da mãe e do bebê, mas também na saúde psicológica. O vínculo criado entre mãe e filho no ato de amamentar favorece o crescimento cognitivo e emocional da criança e fortalece a saúde mental da mãe. Estudos mostram que crianças amamentadas ao seio tornam-se adolescentes e adultos mais seguros, com maior autoestima e melhor capacidade de enfrentamento.

Segundo a pediatra Drª Bianca Xavier Costa, as dificuldades mais comuns no processo de amamentação estão relacionadas à falta de preparo pré-natal e à má pega do bebê. “A incidência de mastite e fissuras ocasiona dor na amamentação, que muitas vezes leva à descontinuidade do aleitamento materno”, explica.
Para que a mãe consiga vencer esses desafios, o apoio da família é essencial. “O pai tem papel fundamental nesse processo e pode ajudar de várias formas: segurando o bebê após a amamentação, ajudando com o banho ou até mesmo levantando à noite em momentos em que o bebê acorda sem necessidade de mamar, permitindo um melhor descanso da mãe. Avós, tios e tias também podem colaborar, formando uma rede de apoio indispensável”, orienta a especialista.
Outra dúvida frequente está ligada à produção de leite. Muitas vezes, a sensação de baixa produção ocorre por falta de informação. “Amamentar em livre demanda é difícil, mas é assim que funciona. O leite materno tem alta digestibilidade e o esvaziamento gástrico do bebê é rápido, o que faz com que ele solicite o peito mais vezes, principalmente nos períodos de crescimento acelerado”, destaca Drª Bianca.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de vida e complementado com alimentação saudável até os dois anos ou mais. Essa prática traz benefícios comprovados tanto para a criança quanto para a mãe.
A bancária Alexia Anjos de Barros, que amamenta o filho há nove meses, conta que a experiência tem sido transformadora. “Desde o nascimento dele, a amamentação foi a nossa principal forma de aproximação. Apesar dos desafios no início, sinto que estou oferecendo o melhor de mim ao meu filho. Contribuir para o desenvolvimento saudável dele me faz pensar que toda a caminhada vale a pena”, relata emocionada.

Além de fortalecer o vínculo mãe-bebê, o aleitamento previne doenças comuns da infância, reduz o risco de obesidade, melhora a flora intestinal, fortalece a imunidade e acelera a recuperação pós-parto. A própria Drª Bianca viveu essa experiência na prática. “Amamentar é tudo de bom. O primeiro mês é difícil, mas quando engrena você não quer mais parar. Passei por tudo isso com minhas duas filhas e sou fã da amamentação”, conclui.

