
O Carnaval é sinônimo de festa, alegria e grandes encontros, mas também exige atenção redobrada com a saúde, especialmente a respiratória. As aglomerações típicas desse período favorecem a circulação de vírus e o aumento de casos de síndromes gripais, resfriados e outras infecções, alerta o Dr. Mateus Todt, médico infectologista.
Segundo o especialista, o contato próximo entre as pessoas é um dos principais fatores para a disseminação de doenças respiratórias. “As aglomerações e o contato próximo entre as pessoas favorecem a transmissão dos quadros respiratórios, sobretudo infecções virais respiratórias e gastrointestinais”, explica.
Vírus mais comuns após grandes eventos
Após festas populares como o Carnaval, é comum o aumento de casos de resfriados e quadros gripais de origem viral. “São frequentes agentes como rinovírus, adenovírus, influenza e até mesmo o vírus da Covid-19”, destaca o infectologista.

Apesar de a pandemia ter perdido força, o vírus da Covid-19 ainda circula. “O SARS-CoV-2 continua em circulação, embora com bem menos intensidade do que durante a pandemia. Temos observado um aumento no número de casos, provavelmente devido à redução da procura pela vacinação”, alerta.
De acordo com o médico, este período do ano também registra um aumento expressivo nos casos de síndrome gripal. “Os sintomas são muito parecidos, mas a gripe costuma causar mais manifestações sistêmicas, como febre, dores no corpo e dor de cabeça. Já os resfriados apresentam sintomas mais leves, restritos às vias aéreas superiores”, esclarece.
Quando procurar atendimento médico
Alguns sinais indicam que é hora de buscar ajuda profissional. “Febre alta por mais de três dias, falta de ar e sonolência excessiva são sinais de alerta e exigem avaliação médica”, orienta o especialista. Ele reforça que “a febre é comum nos quadros gripais, mas não deve persistir por mais de três dias”.
Sobre a tosse persistente após as festas, o infectologista pondera: “Nem sempre indica complicação, mas deve ser acompanhada, especialmente se associada a outros sintomas”.
Segundo o médico, “idosos, crianças menores de dois anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas graves ou problemas de imunidade formam o grupo mais vulnerável e devem redobrar os cuidados”.

Vacinação e cuidados essenciais
A vacinação continua sendo fundamental. “Mesmo fora do pico da pandemia, a vacina contra a gripe e a Covid-19 é o meio mais seguro de evitar formas graves da doença”, reforça.
Medidas simples também fazem diferença: evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, higienizar as mãos, consumir alimentos de procedência segura e manter a vacinação em dia ajudam a reduzir o risco de infecção.
Por fim, o infectologista deixa um recado importante para os foliões: “Quem estiver com sintomas respiratórios deve evitar aglomerações. Proteger a própria saúde é também proteger a saúde dos outros. Para os mais vulneráveis, o ideal é evitar ambientes lotados ou usar máscara. Para os demais, a recomendação é evitar excessos”.

