CIRURGIA ONCOLÓGICA AMPLIA CHANCES DE CURA E SE TORNA ALIADA NO TRATAMENTO PERSONALIZADO CONTRA O CÂNCER

Dr. André Rodrigues explica avanços tecnológicos, importância do diagnóstico precoce e os desafios do tratamento cirúrgico do câncer.

A cirurgia oncológica segue como uma das principais armas no combate ao câncer e, com os avanços tecnológicos, tem se tornado cada vez mais precisa, segura e menos invasiva.

Além da retirada de tumores, o procedimento também desempenha papel essencial no diagnóstico, no estadiamento da doença, no controle de sintomas e até mesmo na prevenção em casos específicos.

De acordo com o cirurgião oncológico Dr. André Rodrigues, a especialidade é um dos pilares fundamentais da oncologia e vai muito além do ato cirúrgico em si.

“A cirurgia oncológica atua desde a realização de biópsias para diagnóstico, passando pelo estadiamento da doença, tratamento curativo, cirurgias paliativas para controle de sintomas e até cirurgias profiláticas em situações específicas”, explica.

Segundo o especialista, para a maioria dos tumores sólidos, a cirurgia ainda representa a principal chance de cura.

Entre os tipos mais comuns estão os cânceres de mama, tumores gastrointestinais, como os de estômago, intestino grosso e reto, além de câncer de pele, sarcomas, tumores ginecológicos e urológicos.

TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO

O médico ressalta que a decisão entre operar imediatamente ou iniciar com outros tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, depende de uma avaliação individualizada de cada paciente.

“O tratamento oncológico nunca é igual para todos. Avaliamos o estágio da doença, o tipo do tumor e o comportamento daquela neoplasia. Em alguns casos, começamos com quimioterapia ou radioterapia e depois indicamos a cirurgia. Em outros, a cirurgia vem primeiro e pode ser complementada posteriormente com outros tratamentos”, afirma.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS

Entre as principais inovações da área estão as cirurgias minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, que vêm revolucionando os procedimentos oncológicos.

Essas técnicas oferecem benefícios como menor dor no pós-operatório, redução da perda sanguínea, recuperação mais rápida, retorno precoce às atividades e cicatrizes menores.

Outra tecnologia citada pelo especialista é o uso do Verde de Indocianina, substância utilizada durante alguns procedimentos para auxiliar na identificação de gânglios e na avaliação da vascularização dos tecidos em tempo real, aumentando a segurança cirúrgica.

Apesar dos avanços, o médico reforça que nem todos os pacientes podem ser submetidos às técnicas menos invasivas.

“Essa indicação depende do tipo de tumor e precisa ser avaliada em consulta”, pontua.

PREPARAÇÃO E RECUPERAÇÃO

Antes da cirurgia, o paciente precisa realizar exames laboratoriais, avaliação cardiológica e exames de imagem de alta resolução, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET-CT.

“Esses exames funcionam como um mapa para planejar cada etapa da cirurgia e entender a relação do tumor com órgãos e vasos importantes”, explica.

A preparação também envolve cuidados físicos e emocionais.

O médico recomenda manter atividade física, alimentação equilibrada e suporte psicológico para reduzir a ansiedade antes do procedimento.

No pós-operatório, o tempo de recuperação varia de acordo com a complexidade da cirurgia.

Enquanto procedimentos menores podem permitir retorno rápido às atividades, cirurgias mais complexas podem exigir internação hospitalar e recuperação de até 45 dias.

DIAGNÓSTICO PRECOCE FAZ DIFERENÇA

Dr. André Rodrigues reforça que o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para o sucesso do tratamento.

“No início, o tumor costuma estar localizado, permitindo cirurgias menos agressivas e com maiores chances de cura”, destaca.

Ele alerta ainda para sinais que não devem ser ignorados, como nódulos, feridas que não cicatrizam, alterações em sinais de pele, mudanças persistentes no hábito intestinal ou urinário, perda de peso sem explicação e presença de sangue nas fezes.

Por fim, o especialista destaca que o tratamento do câncer não termina após a cirurgia e que o acompanhamento multidisciplinar é fundamental para lidar com possíveis sequelas físicas e emocionais.

“O apoio de fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, familiares e amigos faz toda a diferença para garantir qualidade de vida e segurança ao paciente durante a recuperação”, conclui.

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