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DTM: distúrbio cada vez mais comum exige atenção e tratamento especializado

Ilustração de homem com dor na articulação da mandíbula
Os principais sintomas incluem dores na face, no pescoço, dores de cabeça frequentes, estalos na mandíbula e dificuldade para mastigar. Foto: Divulgação

As queixas de dores na face, no pescoço e de estalos na mandíbula têm se tornado cada vez mais frequentes entre a população. Esses sintomas podem estar relacionados à Disfunção Temporomandibular (DTM), um problema que afeta a articulação responsável pelos movimentos da mandíbula.

De acordo com especialistas, o aumento dos casos está diretamente ligado ao estilo de vida moderno, marcado pela ansiedade, uso excessivo de telas e distúrbios do sono. A ortodontista e odontopediatra, Dra. Fabiane Luz, explica que a DTM é resultado de um conjunto de fatores físicos e emocionais. “A DTM hoje em dia está mais comum entre as pessoas porque há um aumento do nível de ansiedade, pelo uso intenso de redes sociais, pelo corre-corre do dia a dia e também pelo excesso de uso do celular. Além disso, temos visto mais pessoas com distúrbios do sono, e um sono de má qualidade leva ao bruxismo, que piora muito os sintomas da DTM”, destaca.

Dra. Fabiane Luz, ortodontista e odontopediatra
Dra. Fabiane Luz, ortodontista e odontopediatra. Foto: Divulgação

Os principais sintomas incluem dores na face, no pescoço, dores de cabeça frequentes, estalos na mandíbula e dificuldade para mastigar. Segundo a especialista, o momento de procurar ajuda profissional é quando essas dores se tornam constantes ou quando há percepção de dor de cabeça ao acordar.

“O menor sinal desses problemas já é motivo para procurar um especialista. Às vezes o paciente não tem dor orofacial, mas descarrega toda a tensão no pescoço, o que também pode indicar a presença da disfunção”, orienta Dra. Fabiane.

Quanto aos tratamentos, ela explica que existem abordagens tradicionais e terapias mais completas. “Temos o tratamento com placa para bruxismo, que é o mais tradicional. Mas hoje contamos também com a odontologia miofuncional, através do sistema Myobrace, que proporciona um resultado mais amplo. Com esse método, o paciente relaxa toda a musculatura da boca, melhora a respiração durante o sono — porque estimula a respiração nasal — e ainda aprende exercícios miofuncionais que ajudam a aliviar os sintomas”, explica.

Além dos tratamentos clínicos, pequenas medidas podem ajudar a aliviar momentaneamente o desconforto. Compressas mornas, alongamentos e medicamentos sob orientação podem reduzir a dor, mas não substituem o acompanhamento profissional. “Esses cuidados são paliativos. O ideal é resolver a causa, com o uso correto dos aparelhos intraorais e acompanhamento especializado”, ressalta Dra. Fabiane.

Ela ainda faz um alerta sobre o papel do estresse no agravamento da DTM: “O estresse influencia diretamente. O paciente estressado tende a apertar mais os dentes, o que sobrecarrega os músculos da mastigação. É importante lembrar que, em repouso, os dentes devem permanecer separados. Devemos unir as arcadas apenas durante a mastigação”, completa.

Com diagnóstico e tratamento adequados, é possível reduzir os sintomas e recuperar a qualidade de vida. A DTM, embora comum, requer atenção — e o primeiro passo é reconhecer os sinais e buscar ajuda profissional o quanto antes.

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