Interventora judicial, Márcia Guimarães, destaca desafios, avanços e a retomada do protagonismo da unidade.
À frente do Hospital de Cirurgia desde o início da intervenção judicial, em 2018, Márcia Guimarães conduz um processo marcado por desafios estruturais, reequilíbrio financeiro e reorganização administrativa que evitaram o fechamento da instituição e devolveram sua relevância para a saúde pública.
Em entrevista, ela faz um balanço dos oito anos de gestão, destacando as principais conquistas, como a melhoria dos serviços, o fortalecimento da assistência ao Sistema Único de Saúde e a recuperação da credibilidade de um dos mais importantes hospitais filantrópicos de Sergipe.
SAÚDE EM DIA: O Hospital de Cirurgia completa 100 anos de história. Qual é o significado dessa marca para a senhora e para toda a equipe da unidade?
MÁRCIA GUIMARÃES: O significado é fortaleza. Uma entidade que, apesar de ser particular, presta serviço de atendimento ao serviço público, que é grandioso na entrega dele, mostrando mesmo a missão de Augusto Leite, que foi um grande benemérito do hospital e foi quem fundou o hospital.
Já fundou pensando em tecnologia, porque na época, na década de 20, a cirurgia ainda era um grande desafio. Tanto que lá foi feita a primeira anestesia geral. Transfusão sanguínea também foi lá.
Então, completando 100 anos hoje com o hospital robusto como está hoje, com as entregas e com esse corpo que a gente tem, clínico e de funcionários, é muito gratificante.
SAÚDE EM DIA: Quando a senhora assumiu a intervenção, qual era o cenário encontrado no hospital e quais foram os desafios mais urgentes naquele momento?
MÁRCIA GUIMARÃES: O cenário era devastador. Um cenário que atingia não só a parte assistencial, mas a parte de gestão.
Eram muitas frentes que precisavam ser equalizadas. Diante disso, tivemos que agir com rapidez e ter um diagnóstico ágil da situação, porque havia pacientes aguardando atendimento no hospital.
Essa resposta precisava ser rápida, mas também contínua — não era algo que pudesse ser feito de forma pontual e depois abandonado.
Era fundamental garantir a continuidade das ações.
Então, a gente teve aí dois fatos marcantes, que foram os dados que eu peguei da ouvidoria do próprio hospital e também do diagnóstico feito pelo Hospital Oswaldo Cruz, através do PROAD.
Então, com esses dois documentos, eu fui identificar os maiores problemas que mostravam internamente e externamente.
E com isso, chamamos todos os que trabalhavam lá, que trabalhavam e muitos continuam trabalhando.
Então, a gente tinha muita gente boa lá no Hospital de Cirurgia e que continua comigo.
Então, a gente fez um plano de ação para um projeto que se chamou “Reestruturação do Hospital de Cirurgia” e que até hoje está vigente e que deve terminar no próximo ano.
E esse plano de reestruturação fez com que, ao longo dos anos, a gente conseguisse alcançar o que a gente está e que é o estado que a gente está hoje.
SAÚDE EM DIA: Ao longo desses oito anos à frente da unidade, quais foram as principais conquistas alcançadas pela gestão?
MÁRCIA GUIMARÃES: A principal conquista é a Acreditação. Porque ela foi o atestado de que os processos de trabalho e a segurança do paciente estão sendo o alvo do nosso compromisso diário.
Então, o hospital acreditado significa isso, um hospital mais seguro.
E é isso que a gente quer. O paciente chega no seu momento de maior fragilidade e a gente precisa dar segurança que aquele tratamento está sendo seguro e que é o melhor.
E além de humano, né?
Hoje muita gente quando sai nos elogia, diz quanto à pessoa da copa, da limpeza, a pessoa da enfermagem era agradável, que sorria, que cumprimentava, que dava bom dia.
Então, essa motivação diária para o trabalho, que eu sei que não é fácil, mas eu digo que é divina, e por isso a gente consegue fazer essas entregas que nós fazemos hoje.
SAÚDE EM DIA: Houve momentos especialmente difíceis durante esse período?
MÁRCIA GUIMARÃES: Eu sempre busco pensar mais na solução do que no problema. Porque se a gente for engolido pelo problema, a gente não consegue avançar.
Então, toda vez que a gente se depara com momentos desafiadores, que foi 368 pacientes em fila de espera da cirurgia cardíaca, cirurgia neurológica sem ser feita porque o microscópio estava quebrado, radioterapia parada, quimioterapia parada há três meses.
Então era assim, era um momento de sete meses de médicos sem trabalhar e eles ainda trabalharam sete meses sem receber salário.
Isso também demonstra o quanto de compromisso esses profissionais têm com o hospital e com a própria missão de serem médicos.
Havia uma série de fatores envolvidos: a precarização tecnológica do hospital, laboratórios sem equipamentos adequados, sem sequer um aparelho para realizar um simples hemograma.
Era, de fato, um cenário de terra arrasada.
Ao mesmo tempo, esse contexto também favorece quem chega com o propósito de fazer um trabalho sério.
E a minha missão era clara: fazer com que o hospital não parasse.
SAÚDE EM DIA: Como foi o trabalho para reorganizar financeiramente e administrativamente o hospital durante a intervenção?
MÁRCIA GUIMARÃES: Então, a partir desse cenário, fomos elencando como prioridades a retomada da cirurgia cardíaca, da oncologia, da neurocirurgia e da cirurgia urológica.
Chamamos cada equipe, além de fornecedores e prestadores de serviço que estavam com pagamentos em atraso.
Foram momentos muito tensos, mas também marcados por uma grande demonstração de confiança.
Muitos diziam: “Márcia, vá em frente, nós vamos aguentar, vamos dividir essa dívida”.
Isso foi algo grandioso.
Houve muita receptividade, fraternidade — eu diria até amor — por parte dessas pessoas, que mesmo diante de dívidas, continuaram fornecendo e acreditando no projeto.
É importante lembrar que o contrato do Hospital de Cirurgia é por produção.
Se não realizarmos procedimentos como cateterismo ou cirurgias, não há receita.
Por isso, colocamos a engrenagem para funcionar, buscando produzir dentro daquilo que somos contratados, para alcançar o patamar em que estamos hoje.
A busca por emendas parlamentares e outros recursos seguiu essa lógica.
Porque sabemos que, apenas com o orçamento do dia a dia, não é possível adquirir equipamentos de alto custo, como uma ressonância magnética.
Foi com o apoio das bancadas e dessa rede de colaboração que conseguimos avançar.
Esse é o hospital que temos hoje.
E a busca por emendas e por outros recursos foi justamente por isso, porque sabemos que, com o orçamento do dia a dia, não é possível adquirir equipamentos de alto custo, como uma ressonância magnética.
Foi com o apoio das bancadas que conseguimos avançar.
Inclusive, você mencionava sobre o trabalho de reabilitação financeira e administrativa — e isso já dá um panorama das dificuldades iniciais e dessa busca por recursos.
Mas é importante destacar que o desafio financeiro continua até hoje, André.
Na área da saúde, seja no setor privado, filantrópico ou mesmo totalmente privado, existe um intervalo muito grande entre o serviço prestado e o pagamento recebido.
Ou seja, você tem o custo hoje, a despesa hoje, mas só recebe após 60 ou 90 dias.
Isso já é, por si só, um grande desafio.
E isso impacta toda a cadeia: quem presta serviço para a gente e quem nos fornece insumos.
O nosso esforço é para que essa dificuldade não chegue até o paciente.
E eu costumo dizer que essa é a grande “mágica”: conseguir manter o funcionamento, com presença e acessibilidade, transmitindo confiança.
É garantir para todos os envolvidos — fornecedores, prestadores — que o pagamento será feito.
“Assim que eu receber, eu pago.”
E é dessa forma que a gente vai mantendo esse equilíbrio e conseguindo seguir em frente.
SAÚDE EM DIA: O hospital é uma referência para Sergipe em diversas especialidades. Como manter essa tradição ao mesmo tempo em que busca inovação e modernização?
MÁRCIA GUIMARÃES: A primeira coisa é ter pessoas ao nosso lado que queiram isso também.
Então, esses times, como eu falei aqui, ter a equipe de transplante hoje, eles foram médicos que se formaram em Sergipe, que foram médicos residentes do hospital em cirurgia geral e que buscaram outros centros para o seu aperfeiçoamento e que hoje retornam para o hospital e retornam com tecnologia e saberes muito mais avançados.
Por isso que a gente consegue fazer o transplante renal.
Por causa disso, por essa equipe tão comprometida.
A mesma coisa a cirurgia cardíaca.
Na cirurgia cardíaca, por exemplo, hoje não realizamos apenas os procedimentos convencionais, com abertura total do tórax.
Também realizamos cirurgias minimamente invasivas.
Dependendo da patologia do paciente, o procedimento pode ser feito por apenas duas incisões, sem a necessidade de abrir completamente o peito.
Isso representa um grande avanço.
Atualmente, realizamos esse tipo de cirurgia uma vez por semana, em casos selecionados pelos médicos, que buscaram capacitação fora do estado.
O doutor Wilson e o doutor Ivan, por exemplo, fizeram cursos no Rio Grande do Sul e retornaram trazendo essa tecnologia para implantá-la no Hospital de Cirurgia.
Isso me deixa muito feliz, porque mostra a entrega e o compromisso desses profissionais.
Eu costumo dizer que tudo começa com o comprometimento de todos.
Hoje temos mais de 2 mil colaboradores.
São cerca de 2 mil profissionais de forma direta, além de muitos outros indiretos, contratados de diferentes formas.
Mas todos compartilham o mesmo propósito: cuidar bem do paciente, mantendo-se engajados e motivados para oferecer a melhor assistência possível.
SAÚDE EM DIA: Quais investimentos em estrutura, tecnologia e ampliação de serviços foram realizados nos últimos anos?
MÁRCIA GUIMARÃES: A gente saiu de 25 leitos de UTI para 60. A gente saiu de oito salas de cirurgia para 12.
Então, ao longo desse tempo, a gente foi investindo na infraestrutura e também em equipamentos.
Saímos de uma tomografia que não era nossa e que estava, inclusive, paralisada, para hoje a gente ter três aparelhos tomógrafos, ter duas ressonâncias magnéticas dentro da própria estrutura hospitalar.
Isso são para poucos hospitais.
E uma hemodinâmica, né? Uma hemodinâmica que a gente recebeu com duas salas e que hoje está com quatro salas.
Então, a gente tem uma estrutura realmente que nos dá uma viabilidade grandiosa de prestar assistência melhor e mais abrangente para o paciente.
Isso tudo foi feito através de recursos que não foram diretamente da produção, porque, como eu digo, você não consegue investir tanto se você não tiver um aporte diferenciado.
E essa confiabilidade do Tribunal de Justiça e da sociedade e, principalmente, dos parlamentares de todas as bancadas, federal, estadual e municipal de Aracaju, foi que nos deram essa ajuda para a gente poder ter esse parque, tanto a estrutura das novas unidades, porque a gente saiu de umas enfermarias que não tinham climatização, que era a cadeira de plástico para acompanhantes, que não tinha lençol para os pacientes.
Eram 240 leitos e 116 lençóis, eu lembro muito bem quando eu cheguei.
Então, você imagina, não existe, né?
Então, você tinha que trazer um lençol de casa para hoje a gente poder estar dando a toalha, o lençol, o roupão para eles poderem ficar lá.
Essa grandiosidade toda foi por causa disso, desses parlamentares, dessa confiança que a gente transmite para a sociedade e que retorna para a gente, para a gente poder fazer mais e melhor para esses pacientes.
SAÚDE EM DIA: A pandemia da Covid-19 representou um grande desafio para toda a rede de saúde. Como o Hospital de Cirurgia enfrentou esse período?
MÁRCIA GUIMARÃES: Então, eu digo que também foi quem mais fortaleceu o hospital.
Porque a Covid veio em um momento em que a sociedade estava precisando de ajustes, especialmente no espírito de solidariedade.
Eu acredito nisso, porque foi o que aconteceu.
A gente recebeu ajuda de quem nem imaginava.
Era algo incrível.
Basta pensar o seguinte: hoje temos horários de visita na UTI e, às vezes, as famílias querem ampliar essas visitas.
Agora, imagine na Covid, quando não havia visita nenhuma.
As informações eram repassadas por telefone, e-mail ou videochamada.
Foi um momento extremamente difícil para toda a humanidade, tanto do ponto de vista do aprendizado médico quanto da própria sociedade em lidar com aquela realidade.
E o Hospital de Cirurgia foi agraciado com uma grande rede de proteção.
Conseguimos doações, apoio do comércio, ventiladores e emendas parlamentares.
Um exemplo foi a emenda de Laércio Oliveira, que havia sido destinada no ano anterior e estava retida, mas foi liberada naquele momento, permitindo a compra de medicamentos e materiais.
Também houve um grande entrosamento entre os hospitais.
Muitas vezes faltava um item, como luvas, enquanto outro setor tinha capotes descartáveis.
Equipamentos essenciais, como ventiladores e até exames como a gasometria, tão necessária — que parecia simples — tiveram um consumo tão alto que os fornecedores não conseguiam atender à demanda.
Essas pequenas coisas, que no dia a dia podem parecer simples, tornaram-se grandes desafios.
Ainda assim, conseguimos avançar.
Nesse período, implantamos 50 leitos de UTI exclusivos para Covid, chegando a um total de 90 leitos de UTI.
Não paramos as cirurgias oncológicas em nenhum momento.
A cirurgia cardíaca teve pausas pontuais, como interrupções de 15 dias em momentos mais críticos, mas não houve paralisação total.
Os números mostram que, mesmo durante a pandemia, tivemos um desempenho superior ao de anos anteriores, sem Covid.
Tudo isso foi possível graças ao comprometimento da equipe, que manteve o foco no que era mais importante: cuidar dos pacientes.
SAÚDE EM DIA: Como a senhora avalia o papel dos colaboradores e do corpo clínico na reconstrução e fortalecimento do hospital?
MÁRCIA GUIMARÃES: Os colaboradores que contribuíram com recursos para a construção e fortalecimento do hospital foram essenciais.
Se não houvesse isso, a gente não estaria aqui hoje.
É um fator fundamental, como eu costumo dizer: às vezes, basta colocar um pouco de água e adubo para fazer florescer aquele jardim — e eles já estavam ali.
Isso fica evidente quando observamos os diretores e colaboradores.
Tenho diretores que já estavam no hospital há 15, 14, 9, 10, 11 anos.
O próprio doutor Riton, por exemplo, tem uma trajetória ainda mais longa e foi fundamental na reorganização da neurocirurgia.
Na verdade, o que eles precisavam era de oportunidade.
Eles não queriam ficar sem trabalhar — queriam exercer suas funções da melhor forma possível, com condições adequadas, insumos suficientes e também com capacitação.
Na época, não existiam estruturas como o Núcleo de Segurança do Paciente ou auditoria da qualidade.
Tudo isso foi implementado ao longo dos anos para dar suporte e segurança aos profissionais, permitindo que estivessem capacitados e bem instrumentalizados.
Criamos também comissões, como a de farmacoterapia, para garantir que novas tecnologias fossem adotadas com base em critérios científicos e adequados aos pacientes.
Foi assim que conseguimos transformar essa realidade.
Muitas pessoas me perguntam: “Márcia, é muito caro ser um hospital acreditado. Como vocês conseguiram esse recurso?”
E eu respondo: o custo da acreditação não está apenas no pagamento à entidade certificadora, seja para diagnóstico ou avaliação.
O mais oneroso são os investimentos necessários.
É preciso adequar os leitos de UTI às normas, garantir um número adequado de profissionais para a assistência, investir em capacitações, treinamentos e acompanhar indicadores como taxa de mortalidade e suspensão cirúrgica.
Além disso, é fundamental estruturar núcleos de segurança e qualidade.
Tudo isso exige investimento, mas ao mesmo tempo se torna um retorno.
Porque é isso que permite maior rotatividade de leitos, melhora a qualidade da assistência e eleva a percepção positiva do paciente e de seus acompanhantes.
E isso é extremamente significativo.
SAÚDE EM DIA: Existe algum momento marcante dessa trajetória que tenha emocionado ou impactado a senhora de forma especial?
MÁRCIA GUIMARÃES: Logo no início, uma das decisões mais difíceis foi sobre não retomar nem consertar o aparelho de acelerador linear que existia no hospital.
Foi um momento de muita pressão, porque, quando eu cheguei, o equipamento já estava parado há 123 dias.
Além disso, não havia mais peças disponíveis no fabricante.
Para consertá-lo, seria necessário encontrar outro equipamento parado para retirada de peças ou alguém que pudesse fabricá-las.
E nós não tínhamos recursos.
O último contrato com o engenheiro responsável pelo conserto nem sequer havia sido pago, e ele deixou claro que não retornaria enquanto a dívida não fosse quitada.
Ao mesmo tempo, lidávamos com pacientes extremamente fragilizados.
O tratamento de radioterapia é todo planejado para um equipamento específico, então não é algo que se possa simplesmente transferir de um aparelho para outro rapidamente.
Cada interrupção significava colocar o paciente novamente em uma fila e refazer todo o planejamento.
Naquele período, havia pouquíssimos serviços disponíveis no estado: apenas um equipamento no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e outro em uma clínica privada.
Diante disso, tomei a decisão de não insistir no conserto do aparelho.
Levei a situação ao Ministério Público e ao então secretário de Estado da Saúde, Valberto Oliveira.
Expliquei que minha equipe estava disposta a assumir um esforço adicional, com segundo e até terceiro turno de trabalho no Huse, para garantir o atendimento dos pacientes que antes eram assistidos no hospital.
A proposta foi aceita.
Assim, até que o novo equipamento estivesse em funcionamento, conseguimos manter o tratamento de todos os pacientes utilizando a estrutura disponível, inclusive com atendimento em terceiro turno.
Foi um momento extremamente desafiador, mas também muito significativo.
Mostrou que todos estavam comprometidos com o mais importante: garantir que o atendimento não fosse interrompido e que os pacientes continuassem sendo assistidos.
SAÚDE EM DIA: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para os sergipanos que têm uma relação histórica e afetiva com o Hospital de Cirurgia?
MÁRCIA GUIMARÃES: Eu gostaria de deixar o meu agradecimento a todos: a todos que já atendemos, aos que atendemos hoje e àqueles que estiveram conosco ao longo dessa trajetória.
Agradeço tanto aos que tiveram uma experiência acolhedora quanto aos que enfrentaram momentos mais desafiadores.
Lidar com pessoas não é fácil, mas é algo grandioso.
Quero dizer a todos que entendam o Hospital de Cirurgia como uma instituição apartidária.
É um hospital que precisa da ajuda e da colaboração de todos.
É esse espírito coletivo que nos permite chegar aos 100 anos mais fortes do que nunca.
O que existe no Hospital de Cirurgia é um espírito de acolhimento, de complementaridade e de cooperação.
Não se trata de competir, mas de compartilhar, para que o paciente receba um atendimento cada vez melhor, mais eficaz e, acima de tudo, mais humano.


