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Medicina e arte de mãos dadas em Belém

(A crônica abre com o poema “Arte poética”, do poeta paraense Antonio Juraci Siqueira, reproduzido na edição impressa.)

Parte da delegação de Sergipe na XII Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, em Belém
Parte da delegação de Sergipe: Paulo Amado, Isabel, Sotero, Verônica, Ildete Caldas, Geodete Batista, Sérvulo Nunes, Tereza Nogueira, William Soares, Lúcio Prado e Cristina Garcia, entre outros. Foto: Arquivo pessoal

Neste início de outubro, médicos escritores de várias partes do país brindaram a literatura médica não científica, na cidade de Belém, no Pará. Foram três dias de contos, prosa, poesia, música e encantamento, que integraram a programação da XII Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, organizada pela Sobrames Pará.

Belém está transformada num canteiro de obras, preparando-se para sediar a COP 30 que acontecerá agora em novembro, mas acima de tudo, está colocando todo o seu perfume para a festa do Círio de Nazaré, que terá o seu dia de esplendor agora em 12 de outubro próximo.

Sobramistas das várias regiões do Brasil e uma delegação vigorosa de Sergipe estiveram participando do evento, ocorrido de 2 a 4 de outubro, na terra das mangueiras e do tacacá, apreciando comidas típicas indígenas e africanas, suas danças e costumes, embalados pela tradicional chuva da tarde.

Belém é uma cidade encantadora e mística. E o seu povo alegre e hospitaleiro. A todos deixou enorme saudade! Nestes dias, nossos corações foram tocados pela melodia do amor, da paz e da fraternidade.

No anfiteatro da ciência, onde a arte se encontra, um grupo de poetas se reuniu, com a medicina da alma. Vindo de diferentes caminhos, com versos e receitas, compartilharam a beleza da vida e da saúde. Com estetoscópios e canetas, eles escrevem a história, de vidas que se cruzam, de sonhos e de glória. São os poetas da medicina, com corações abertos, que curam com palavras e toques, com amor e com cuidado. No encontro, compartilharam seus versos e experiências, mostrando como a medicina pode ser uma arte. Falaram de amor, de vida e de morte, e de como a poesia pode curar a alma. Mestres da palavra e da cura, foi um tributo à beleza da vida. Nesse encontro de poetas, a medicina se revelou, como uma arte que cura e que consola.

E os poetas, com seus versos, mostraram que a vida é bela, e que a medicina é uma jornada de amor e de cuidado.

Lúcio Antônio Prado Dias – é presidente nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

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