À qual delas eu devo mais ou da qual necessitei mais?
Não o sei!
Uma me tirou de casa bem cedo, aos dez anos de idade.
Ela também foi tirada de casa muito cedo!
Mas me dá a segunda etapa da minha educação.
E ainda me dá disciplina e retidão no trabalho.
A outra, logo depois, me resgatou para a outra etapa, com a ajuda do seu grande companheiro, meu grande cunhado, me lançou para novas amizades, contatos e grande socialidade, a maior da nossa convivência clubística, de onde ainda hoje eu sou participante.
Pelo medo das noites do “la conga”, ou por escolha da madrinha. Que também por sua própria decisão saiu de casa muito jovem, do aconchego dos seus pais.
Mudei e aprendi, desta feita, a humildade, a amizade, a perseverança e também o trabalho, de onde só me afastei para viver nova vida, uma nova era.
E assim foi um novo recomeço (olhe a redundância)
Só me afastei para conviver com outra mãe
A mãe das minhas lindas filhas, Das quais algumas, felizmente, já são mães.
A outra mãe, a principal, se antecipou e me preparou para esta toda jornada.
Disciplina, trabalho, retidão. Contatos e realidade, amizade, humildade e perseverança.
Tudo isso assessorada por um honesto, humilde e sapiente José.
Como posso retribuir tanto carinho, tanta cumplicidade e tanto amor?
Nunca!
Tento simplesmente amenizar tanta dívida
Com a pouca presença, que deveria ser bem mais…
Com o pouco carinho, que deveria ser bem maior…
E, já desistindo de liquidar tão grande débito, só posso balbuciar um grandessíssimo
“Muito obrigado a todos por tudo.”
Miron Vidal – é médico do trabalho, clínico geral. Nas horas de folga é sobramista, poeta e cantor

