Confirmação da variante do Influenza A (H3N2) mobiliza Vigilância em Saúde, que fortalece vacinação, prevenção e monitoramento de novos casos.
Vacinação e prevenção seguem como principais aliadas da população no enfrentamento à circulação da chamada “Gripe K” em Aracaju.
Após a confirmação da variante pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Vigilância em Saúde, intensifica o monitoramento epidemiológico no município e reforça as orientações para reduzir a transmissão do vírus.
A “Gripe K” é uma variação genética do vírus Influenza A (H3N2), o mesmo causador da gripe sazonal, e não representa uma nova doença.
Segundo o Ministério da Saúde, não há evidências de maior gravidade em relação a outras variantes já conhecidas, mas a circulação mais intensa e antecipada exige atenção redobrada dos serviços de saúde e da população.
De acordo com a coordenadora da Rede de Vigilância em Saúde de Aracaju, Duanne Marcele, apenas um caso foi confirmado no município.
O paciente teve início dos sintomas em fevereiro, foi monitorado pela rede municipal e, após análise laboratorial e subtipagem realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), houve a confirmação da variante no dia 30 de abril.
“O paciente apresentou evolução e já está recuperado. A população precisa manter os cuidados e buscar a vacinação. Não há motivo para alarde, porque é uma cepa já conhecida e monitorada pelas autoridades de saúde”, afirmou.
Duanne ressalta que os sintomas permanecem os mesmos da gripe comum, como febre alta, dores no corpo, tosse, cansaço e dor de cabeça.
Ela orienta que se a situação se agravar, buscar atendimento médico e a urgência.
“Em casos de falta de ar, febre persistente ou piora rápida do quadro, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde”, reforçou.
Além da vacinação contra a influenza, a SMS destaca medidas de etiqueta respiratória para conter a cadeia de circulação do vírus.
“O uso de máscara ao apresentar sintomas, higienização frequente das mãos, uso de álcool em gel, manter ambientes ventilados e o afastamento de aglomerações são medidas essenciais para conter a transmissão”, concluiu a coordenadora.



