Sergipe dá um passo firme e sensível em direção à proteção e dignidade das pessoas com condições crônicas e doenças raras. A recente implementação da Lei nº 9.585, de autoria da deputada estadual Maisa Mitidieri (PSD), que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Hemofilia, representa um marco na garantia de um atendimento mais ágil e seguro a essa população, especialmente em situações de emergência.
A medida não apenas reconhece as particularidades clínicas de quem convive com a hemofilia, mas também proporciona um instrumento prático e eficaz de identificação, capaz de salvar vidas ao acelerar os protocolos médicos em atendimentos de urgência. A agilidade pode ser decisiva para evitar complicações graves, muitas vezes irreversíveis.
A iniciativa foi colocada oficialmente em prática nesta sexta-feira, 1º de agosto, com o lançamento da plataforma digital de cadastro, um esforço conjunto do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). O evento, realizado no Centro Administrativo da Saúde, também marcou a disponibilização da Carteira de Identificação da Pessoa com Diabetes, regulamentada pela Lei nº 9.586.
A tecnologia utilizada para viabilizar esse processo está acessível a toda a população sergipana por meio da plataforma UnoID, no site da SES. O processo de cadastro é simples, intuitivo e seguro. Basta selecionar a condição correspondente (hemofilia ou diabetes), preencher os dados pessoais e anexar os documentos solicitados, como relatório médico e identidade.
Mais do que um documento, essas carteiras são símbolos de respeito, inclusão e cuidado com quem vive realidades clínicas que exigem atenção diferenciada. Sergipe mostra, com ações concretas, que políticas públicas de saúde podem – e devem – ser pautadas pela empatia e pela ciência. Trata-se de um exemplo que merece ser seguido. A saúde pública agradece. E, acima de tudo, as pessoas também.

