INFLUENZA MANTÉM ALTA CIRCULAÇÃO E VACINAÇÃO SEGUE COMO PRINCIPAL FORMA DE PREVENÇÃO

Especialista alerta para aumento dos casos de síndromes gripais, reforça a importância da
imunização e orienta sobre os sinais que exigem atendimento médico imediato.

O inverno mantém elevada a circulação dos vírus respiratórios no Brasil, especialmente do vírus influenza, responsável pela gripe. Além dele, o vírus sincicial respiratório (VSR), o rinovírus e, em menor intensidade, o SARS-CoV-2 também contribuem para o aumento das síndromes gripais registrado nesta época do ano, elevando a procura por atendimento nas unidades de saúde.

A gripe continua sendo uma das principais causas de internação por infecções respiratórias, principalmente entre idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. Por isso, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo fundamental para reduzir complicações e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.

A médica infectologista e intensivista Dra. Josy Erreria explica que a influenza costuma se manifestar de forma súbita, com febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, cansaço intenso, dor de garganta e tosse. Algumas pessoas também podem apresentar calafrios e perda do apetite.

Embora o resfriado comum geralmente provoque sintomas mais leves, como coriza, espirros e congestão nasal, diferenciar a influenza de outras infecções respiratórias apenas pelos sintomas nem sempre é possível.

Em alguns casos, especialmente entre pacientes hospitalizados ou com maior risco de complicações, exames laboratoriais podem ser necessários para confirmar o diagnóstico.

ATENÇÃO AOS SINAIS DE GRAVIDADE

Apesar de a maioria dos casos evoluir de forma favorável, alguns sintomas indicam a necessidade de atendimento médico imediato. Entre eles estão falta de ar, dificuldade para respirar, dor ou pressão no peito, febre alta persistente ou que retorna após uma melhora inicial, confusão mental, sonolência excessiva, lábios ou extremidades arroxeados e sinais de desidratação.


A gripe continua sendo uma das principais causas de internação por infecções respiratórias

Pessoas pertencentes aos grupos de maior risco, como gestantes, idosos, crianças pequenas, pacientes com doenças crônicas, obesidade ou imunossupressão, devem procurar avaliação médica logo no início dos sintomas.

Isso porque o tratamento antiviral apresenta maior eficácia quando iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença, embora também possa ser indicado posteriormente em casos graves.

Mesmo após o fim da emergência sanitária da Covid-19, o uso de máscara permanece sendo uma medida importante para pessoas com sintomas respiratórios. A recomendação contribui para reduzir a transmissão da influenza e de outros vírus, principalmente em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas.

Também é indicado evitar contato próximo com idosos, bebês, gestantes e pessoas com baixa imunidade, permanecer em casa durante o período de febre e manter os ambientes bem ventilados.

MEDIDAS SIMPLES AJUDAM A CONTER A TRANSMISSÃO

Além da vacinação, hábitos simples continuam sendo eficazes para reduzir a disseminação dos vírus respiratórios.

Entre as principais recomendações estão a higiene frequente das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios, evitar aglomerações durante o período de doença e não compartilhar objetos de uso pessoal.

A vacinação anual permanece como a estratégia mais eficaz para prevenir as formas graves da influenza. Embora não impeça todos os casos de infecção, ela reduz significativamente o risco de pneumonia, hospitalizações, internações em unidades de terapia intensiva (UTI) e óbitos.

Como o vírus sofre mutações frequentes, a vacina é atualizada todos os anos para oferecer proteção contra as cepas com maior circulação no mundo. Por esse motivo, a imunização deve ser repetida anualmente.

Quem ainda não recebeu a dose continua em tempo de se vacinar. A proteção começa a ser desenvolvida cerca de duas semanas após a aplicação e permanece importante durante todo o período de maior circulação viral.


As complicações da influenza são mais frequentes entre idosos

GRUPOS MAIS VULNERÁVEIS

As complicações da influenza são mais frequentes entre idosos, crianças menores de cinco anos — especialmente as menores de dois anos —, gestantes, puérperas, pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais, hepáticas ou neurológicas, diabéticos, pessoas com obesidade e pacientes imunossuprimidos, como transplantados e pessoas em tratamento contra o câncer.

Nesses grupos, a doença pode evoluir para quadros graves, como pneumonia e insuficiência respiratória, aumentando o risco de internação e morte.

Outro ponto importante é que ter contraído gripe recentemente não elimina a necessidade da vacinação. Além de muitas infecções respiratórias serem confundidas com influenza, existem diferentes cepas do vírus em circulação, e a vacina oferece proteção justamente contra as variantes previstas para cada temporada.

Diante da intensa circulação dos vírus respiratórios, especialistas reforçam que a combinação entre vacinação e medidas preventivas continua sendo a forma mais eficaz de proteger a saúde individual e coletiva, reduzindo a transmissão da doença e preservando os grupos mais vulneráveis da população.

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