A redução do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) em Aracaju é uma notícia positiva e demonstra que os esforços de combate ao mosquito têm surtido efeito. No entanto, os números mais recentes também deixam um alerta que não pode ser ignorado: a dengue continua representando uma ameaça à saúde pública e exige a participação de toda a população.
O levantamento mostra que três bairros permanecem em situação de alto risco para infestação do mosquito: Dom Luciano, com índice de 5,9%, Luzia, com 4,8%, e Suíssa, com 4,4%. Esses percentuais estão acima do limite considerado seguro pelo Ministério da Saúde e indicam que há muitos focos do Aedes aegypti nessas localidades.
O mosquito não escolhe vítimas. Crianças, adultos e idosos podem desenvolver formas graves da doença, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento são retardados. Por isso, confiar apenas nas ações do poder público é um erro. O combate à dengue começa dentro de casa, no quintal, na calha, no vaso de plantas e em qualquer recipiente que possa acumular água.
Eliminar água parada leva apenas alguns minutos por semana, mas pode evitar dias de sofrimento, internações e até mortes. É uma responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade.
A população também deve ficar atenta aos sintomas, como febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele e mal-estar. Ao surgirem esses sinais, a orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação, principalmente com medicamentos que possam aumentar o risco de sangramentos.
A redução do LIRAa merece ser comemorada, mas não pode gerar uma falsa sensação de segurança. O mosquito continua circulando e basta um descuido para que novos casos aumentem rapidamente.
Neste momento, Aracaju precisa transformar a conscientização em atitude. A luta contra a dengue depende da colaboração de cada morador. Afinal, um simples recipiente com água parada pode ser suficiente para colocar em risco a saúde de uma família inteira e de toda a vizinhança.


