
O gênero Homo, ao qual pertencemos, está perambulando, fazendo rastos e traquinagens pela Terra, há pouco mais de 6 milhões anos, mas só viramos “sapiens” mesmo, há cerca de 300 mil anos, praticamente ontem na escala de grandeza que mede a existência dos seres vivos.
Pode parecer exagero, mas sempre dormimos, desde nossos ancestrais mais remotos. Do Australopithecus, o mais antigo hominídeo, passando pelo Pitecantropus erectus, o homem de Neandertal, Cro-Magnon e por fim, eu e você, fomos concebidos com obrigações fundamentais contidas no nosso “manual de funcionamento” preconizando: corrermos trás de bichos pelo dia, comer, beber, fazer xixi e coco, reproduzir para mantermos a espécie e, dormirmos!
Levamos muito tempo, mas percebemos que passamos 30 a 40% do nosso tempo de vida dormindo, e que esse estado de inconsciência reversível, não decorria de preguiça, falta do que fazer ou perda de tempo, mais sim de uma necessidade fundamental para continuidade da vida.

Tenho andado pelo mundo tentando aprender sobre as coisas que produzem o tiram o sono e à cada dia me convenço mais e mais, que o sono é o estado de purificação que filtra toxinas do corpo e da alma e nos habilita para o dia que vem.
Em seu curso, consolidamos a memória, produzimos a imunidade, depuramos e estabilizamos o humor! Viramos gente burras e tb inteligentes. Parafraseio Bob Dylan: “Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã, dorme bem à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta”!
José Marcondes de Jesus – é médico e membro da Sobrames Sergipe

