No 1º de dezembro, o Dia Mundial de Combate ao HIV, é impossível ignorar um dado simples: o Brasil registra em média cerca de 40 mil novos casos por ano, e mais de 135 mil pessoas ainda vivem com HIV sem saber. Isso significa que o silêncio continua sendo um risco real.
Outra informação importante: nos últimos anos, as maiores taxas de infecção têm ocorrido entre jovens de 15 a 29 anos, justamente a faixa que mais acredita que “isso não é comigo”. E ao mesmo tempo, mais de 90% das pessoas em tratamento conseguem atingir carga viral indetectável. E indetectável significa intransmissível. Isso não é opinião. É evidência científica. HIV hoje é uma condição tratável. Quem inicia o tratamento cedo vive, trabalha, ama, tem filhos, envelhece e mantém uma vida absolutamente plena. O problema não é só o vírus. É o preconceito, o atraso no diagnóstico e o medo de fazer um teste rápido que leva 20 minutos, não dói e pode mudar o rumo de toda uma vida.
Nesse Dezembro Vermelho: não deixe de se testar, oriente seus parceiros, proteja-se e busque informação séria. HIV não define ninguém. Preconceito, sim. E falar sobre isso é um ato de cuidado com você, com sua família e com toda a comunidade.
Dra. Mariela Cometki – médica infectologista

