Ilustração: Divulgação O porco de louça não era um cofrinho. Era uma metáfora silenciosa sobre a relação humana com o tempo e o acúmulo. Ali, imóvel no alto do guarda-roupa,
Somos, em certa medida, substituíveis no que fazemos. As funções mudam, os lugares se reorganizam, as tarefas circulam entre mãos diferentes, e aquilo que parecia indispensável em um dia pode
O amor, o ódio e a inveja parecem morar no mesmo território interno, como três ventos que disputam a direção de uma mesma chama. Não são apenas sentimentos: são modos
A manifestação mais pura do desamparo muitas vezes não encontra palavras, mas sim um fluido silencioso e quente que escorre pela face. É um sinal arcaico, uma linguagem primordial da
Dentro de mim, em algum lugar que não se mede com régua nem se descreve com precisão, existem portas. Não são portas de madeira, nem de ferro, nem de vidro:
A verdadeira juventude talvez não seja medida pelos anos, mas pela capacidade de continuar encontrando beleza onde a maioria já não consegue enxergar. O tempo pode avançar, o corpo pode