
Queimação na parte superior do abdômen, sensação de estômago cheio após pequenas refeições, distensão abdominal, azia, náuseas e excesso de gases. Esses são os principais sintomas da dispepsia funcional, popularmente conhecida como gastrite nervosa. A condição é tema de alerta do médico gastroenterologista, Dr. Alan Dave Furtado de Souza.
De acordo com o especialista, o diagnóstico é feito a partir da análise clínica dos sintomas associados a uma endoscopia digestiva alta, que não demonstra qualquer lesão no estômago ou no duodeno capaz de justificar o desconforto do paciente. “Diferente da gastrite comum, onde conseguimos identificar uma inflamação real no estômago através de exames, na dispepsia funcional o paciente apresenta dor ou desconforto sem alterações visíveis que expliquem os sintomas”, explica Dr. Alan.
O gastroenterologista reforça que para confirmar uma gastrite comum o melhor exame é a endoscopia digestiva alta. “Hoje, na suspeita dos sintomas, salvo contraindicações, sempre peço a endoscopia. Após a consulta clínica, ela é fundamental para o diagnóstico diferencial entre gastrite e dispepsia funcional”, pontua.

Dr. Alan também alerta para a necessidade de uma endoscopia de urgência em casos de vômito com sangue (hemorragia digestiva), suspeita de corpo estranho no estômago — situação mais comum em crianças e pacientes psiquiátricos —, entre outras condições específicas.
A boa notícia é que a mudança no estilo de vida pode ter um impacto positivo no tratamento da dispepsia funcional. “Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o cuidado com o bem-estar psicológico ajudam muito na prevenção e no controle da doença. Saúde mental e física andam juntas”, conclui o médico.

