Publicidade Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos

Envelhecer com saúde também é envelhecer com um sorriso: a odontologia na era da longevidade

O Brasil vive uma nova realidade. A expectativa de vida do brasileiro aumentou significativamente nas últimas décadas. Segundo dados do IBGE, entre 1980 e 2010, a esperança de vida ao nascer saltou de 62,5 para 73 anos — e na região Nordeste, esse avanço foi ainda mais expressivo: 12,95 anos a mais em apenas 30 anos. Esses números refletem os avanços da medicina, o maior acesso a recursos básicos como água tratada e saneamento, e também uma mudança no perfil da nossa população: estamos vivendo mais.

Mas viver mais deve significar viver melhor. E para que isso aconteça, precisamos falar sobre um tema muitas vezes negligenciado: a saúde bucal na terceira idade.

Mulher idosa sorrindo
Foto: Freepik

A odontologia e o desafio da longevidade

A odontologia moderna tem acompanhado de perto as transformações sociais e demográficas. Se antes esperava-se que o idoso aceitasse, com resignação, a perda dos dentes como parte natural da vida, hoje sabemos que ter uma boca funcional e saudável é condição básica para garantir autonomia, qualidade de vida e bem-estar emocional.

Pesquisas apontam que muitos idosos ainda enfrentam dificuldades significativas com a saúde bucal. Um estudo da Unicamp revelou que 74,25% dos idosos observados estavam completamente desdentados, evidenciando um cenário preocupante. A falta de dentes afeta não apenas a mastigação, mas compromete a nutrição, a fala, a estética e até a autoestima. Em alguns casos, a ausência de cuidados pode levar a infecções sérias, que comprometem a saúde geral — especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes ou doenças cardiovasculares.

Dois perfis, uma mesma necessidade: cuidar da saúde bucal

Hoje, no consultório, lidamos com dois grandes perfis de pacientes idosos:

  • Aqueles que perderam todos os dentes e utilizam próteses totais (dentaduras). Embora representem uma alternativa, essas próteses removíveis trazem limitações: não reproduzem o sabor e a temperatura dos alimentos com fidelidade, reduzem a eficiência mastigatória e causam insegurança ao falar ou sorrir. Felizmente, a odontologia oferece soluções modernas, como próteses fixas sobre implantes, que trazem conforto, estabilidade e devolvem ao paciente o prazer de se alimentar e sorrir com naturalidade.
  • Aqueles que mantiveram boa parte de seus dentes naturais ao longo da vida, mas que agora precisam de cuidados específicos para manter esses dentes funcionais. A periodontia é a grande aliada nesse momento, tratando gengivites, acúmulos de tártaro e prevenindo infecções. Afinal, preservar dentes saudáveis é sempre a melhor opção, quando viável.

Tecnologia e humanização caminham juntas

A odontologia atual se apoia em tecnologias de ponta para oferecer tratamentos cada vez mais rápidos, precisos e confortáveis. Implantes com tecnologia internacional, técnicas minimamente invasivas, exames por imagem de alta definição e sedação assistida são apenas alguns dos recursos disponíveis. Mas, mais do que isso, o diferencial está no olhar atento e humano para as reais necessidades dos idosos.

Em pacientes com doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, por exemplo, o desafio é ainda maior. Esses pacientes, muitas vezes, não conseguem mais higienizar a boca adequadamente, rejeitam próteses móveis e estão mais expostos a infecções e desconfortos. Nestes casos, a reabilitação oral precisa ser estratégica e assertiva, buscando intervenções que preservem o máximo possível o conforto e a segurança do paciente.

A saúde começa pela boca

Um sorriso saudável, especialmente na terceira idade, não é apenas uma questão estética. É uma ferramenta de socialização, uma ponte para uma alimentação equilibrada, uma forma de expressar afeto e emoção. Quando um idoso mastiga bem, ele absorve melhor os nutrientes. Quando ele se sente confortável com seu sorriso, ele participa mais da vida social e preserva sua autoestima.

Não por acaso, uma pesquisa conduzida na Austrália e no Reino Unido revelou que a qualidade de vida era significativamente melhor entre pessoas com mais de 25 dentes. Já aqueles com 21 dentes ou menos apresentavam maiores índices de depressão e insatisfação pessoal.

Envelhecer merece dignidade — e isso inclui um sorriso completo

Com o avanço da expectativa de vida, é urgente mudar a forma como olhamos para o envelhecimento. E isso inclui a valorização da saúde bucal como parte da saúde integral. Não se trata apenas de tratar dentes, mas de cuidar de pessoas.

Se você está chegando à terceira idade, ou tem alguém próximo vivendo esse momento, saiba que é possível, sim, viver com saúde, conforto e um sorriso cheio de vida. E se perdeu seus dentes, saiba também que a odontologia está preparada para devolver o que foi perdido — com segurança, tecnologia e respeito à sua história.

Porque todo mundo merece sorrir com dignidade. Em qualquer idade.

Para ler mais conteúdos sobre saúde bucal e sua relação com a saúde geral, acesse meu blog: dresdras.com.br/blog.

Dr. Esdras Guimarães – CRO-SE 1463. Formado desde 2005 pela UNIT – Universidade Tiradentes e Especialista em Prótese Dentária pela Associação Brasileira de Odontologia. Pós-graduado em Implantes pelo International Team for Implantology.

Publicidade Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos