
O glaucoma é uma doença ocular que frequentemente não apresenta sintomas iniciais. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que aproximadamente 64 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a doença, sendo 2,5 milhões no Brasil. O glaucoma é caracterizado pela destruição lenta do nervo óptico, que pode resultar em perda permanente da visão.
Existem quatro tipos principais de glaucoma: o congênito, presente desde o nascimento; o glaucoma de ângulo aberto, o mais comum; o glaucoma de ângulo estreito, responsável por crises agudas e dolorosas; e o glaucoma secundário, decorrente de outras doenças oculares. O glaucoma de ângulo aberto é frequentemente associado à hereditariedade, pressão ocular elevada e falta de acompanhamento regular com o oftalmologista.

“A consulta regular com o médico é importantíssima porque, se a pessoa que tem glaucoma não usa os colírios prescritos, o nervo ocular vai sendo destruído lentamente e, consequentemente, a cegueira pode se instalar com o tempo”, alerta o oftalmologista Dr. Augusto César Faro.
Sintomas e diagnóstico
Os sintomas variam de acordo com o tipo de glaucoma. No glaucoma congênito, o recém-nascido não suporta a claridade, lacrimeja muito e o olho aumenta de tamanho. No glaucoma de ângulo aberto, a pessoa pode não sentir nada ou apresentar sintomas leves. Já no glaucoma de ângulo estreito, a dor pode ser intensa, especialmente se houver um aumento súbito na pressão ocular. No glaucoma secundário, a baixa da visão e a dor ocular são comuns.

O diagnóstico do glaucoma é realizado por meio de exames oftalmológicos, como a medição da pressão ocular e o exame de fundo de olho. Estes procedimentos são essenciais para a detecção da doença. Pacientes com familiares próximos que têm glaucoma devem ser avaliados regularmente, especialmente a partir dos 40 anos de idade.
“A maioria dos casos são tratados e controlados com colírios. Os outros casos podem necessitar de cirurgia. O exame oftalmológico é fundamental para a prevenção, principalmente se o paciente tem familiares com glaucoma. A regularidade permite ao oftalmologista diagnosticar, tratar e prevenir não só o glaucoma, mas todas as patologias oculares”, conclui Dr. Augusto César Faro.
A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas contra o glaucoma. A consulta regular com o oftalmologista e o uso correto dos medicamentos prescritos são fundamentais para manter a saúde ocular e prevenir a cegueira.

