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Junho de alegria e cautela

Vamos forrozar? A chegada do mês de junho é aguardada com entusiasmo por toda a população sergipana. Os festejos juninos trazem consigo uma alegria contagiante, com suas danças, quadrilhas, comidas típicas e festas. No entanto, esse período de celebração também requer atenção redobrada devido aos riscos associados às tradicionais fogueiras e à manipulação de fogos de artifício.

Infelizmente, o aumento no número de queimaduras durante as festas juninas é uma triste realidade. De acordo com a Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em 2023 foram 470 atendimentos a pacientes vítimas de queimaduras. A maioria são adultos do sexo masculino, e os agentes causais incluem produtos químicos, choques elétricos, líquidos superaquecidos e, principalmente, a chama direta.

Diante desses dados, é essencial que a população adote medidas preventivas para evitar acidentes. Algumas recomendações básicas incluem o uso de proteção adequada, como botas e luvas, ao manusear fogos de artifício; a supervisão constante de crianças por adultos e o respeito às faixas etárias indicadas para cada tipo de fogo; a abstinência de bebidas alcoólicas ao soltar fogos; manter as crianças longe das fogueiras; e recolher ou molhar as cinzas após o término das fogueiras para evitar que alguém pise nelas e se queime.

Além disso, a manipulação de álcool próximo às chamas deve ser evitada a todo custo, para prevenir incêndios e explosões. E, claro, pular fogueira é uma prática que deve ser evitada.

Apesar dos cuidados, acidentes podem ocorrer. Se alguém sofrer uma queimadura, a orientação dos especialistas é colocar a área afetada embaixo de água corrente à temperatura ambiente por 15 a 20 minutos para resfriar a região. É crucial evitar o uso de remédios caseiros, como pasta de dente ou margarina, que podem agravar a lesão. Após esse primeiro atendimento, a vítima deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para receber os cuidados necessários.

Além disso, as queimaduras também podem causar consequências graves e duradouras, que resultam em danos à pele, levando a cicatrizes permanentes, perda de função motora e, em casos extremos, amputações. O impacto psicológico também é significativo, frequentemente causando traumas emocionais e redução na qualidade de vida.

Junho deve ser um mês de alegria e celebração, mas também de responsabilidade e precaução. Com a adoção de medidas preventivas e a conscientização sobre os riscos, podemos garantir que as festas juninas sejam seguras para todos. Que possamos celebrar com alegria e segurança, preservando a integridade e a saúde de todos. E boas festas!

André Carvalho – jornalista responsável

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