Publicidade Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos

Infarto fulminante: o alerta que não pode mais ser ignorado, especialmente pelos homens

A morte repentina de figuras públicas costuma provocar comoção, mas também deve servir como um importante alerta social. Casos de infarto fulminante, como o que vitimou o influenciador digital Henrique Maderite, chamam atenção para uma realidade dura: as doenças cardiovasculares continuam sendo uma das principais causas de morte no mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, essas doenças respondem por cerca de 32% de todos os óbitos globais, sendo que a maior parte está relacionada a infartos e AVCs.

O chamado infarto fulminante é caracterizado por surgir de forma súbita e evoluir rapidamente, podendo levar à morte em poucas horas quando não há atendimento imediato. Ele ocorre quando há interrupção brusca do fluxo de sangue para o coração, muitas vezes provocada por obstrução das artérias ou arritmias graves. Embora possa atingir qualquer pessoa, a incidência historicamente é maior entre os homens, sobretudo a partir dos 45 anos, fase em que fatores de risco acumulados começam a se manifestar com mais intensidade.

Entre esses fatores estão hábitos ainda comuns no cotidiano masculino: tabagismo, sedentarismo, alimentação rica em gordura, estresse constante, pressão alta, diabetes e colesterol elevado. A combinação desses elementos favorece o entupimento das artérias coronárias e pode desencadear um ataque cardíaco muitas vezes sem aviso claro.

Outro ponto preocupante é que o infarto nem sempre apresenta sinais clássicos. Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náuseas e formigamento no braço ou no pescoço podem surgir dias ou semanas antes do episódio mais grave — e, ainda assim, são frequentemente ignorados.

Para os homens, em especial, o desafio é também cultural. Ainda persiste a ideia equivocada de que procurar médico é sinal de fraqueza ou só deve ocorrer quando a dor se torna insuportável. Essa resistência histórica ao cuidado preventivo ajuda a explicar por que muitos diagnósticos acontecem tarde demais.

O coração não avisa com antecedência marcada. O infarto fulminante é, justamente, a prova de que a negligência com a própria saúde pode cobrar um preço irreversível. Transformar perdas em aprendizado coletivo é uma responsabilidade social.

Cuidar do coração não é exagero — é sobrevivência. E, para muitos homens, pode significar a diferença entre uma vida longa ou uma história interrompida de forma inesperada.

Publicidade Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos Hospital de Cirurgia: há 100 anos cuidando da saúde dos sergipanos