Uma nova preocupação vem assombrando autoridades sanitárias em todo o mundo e acendendo um sinal de alerta no Brasil: o avanço da mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. Na última quartafeira, 14, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a doença como uma emergência de saúde pública global. Tal decisão levou o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) a elevar o nível de risco da mpox no continente, após o surgimento de uma nova variante. Embora o Brasil ainda esteja na primeira fase dessa emergência, sem registros confirmados da nova variante no país, o cenário exige cautela. A Secretaria de Saúde, em conjunto com a Vigilância Epidemiológica, intensificou o estado de alerta, reforçando a necessidade de sensibilizar os profissionais de saúde para a identificação precoce de casos suspeitos. A mpox é causada pelo mpox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. A transmissão para humanos pode ocorrer pelo contato direto com animais silvestres infectados, pessoas contaminadas pelo vírus ou materiais contaminados. Os sintomas incluem erupções cutâneas, lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Diante de uma ameaça global, é essencial que as autoridades de saúde brasileiras se mantenham vigilantes, reforcem as campanhas de conscientização e orientem a população sobre medidas preventivas. Em tempos de globalização e alta conectividade, o controle eficaz de surtos exige ações coordenadas e respostas rápidas, para que não se repita o impacto devastador de pandemias recentes.
