Sintoma comum pode indicar problemas respiratórios graves e afetar a qualidade de vida

Muita gente encara o ronco apenas como um incômodo sonoro, mas ele pode ser o primeiro alerta de que algo não vai bem com a respiração durante o sono. Com o passar do tempo, sem tratamento adequado, o ronco tende a piorar, provocando noites mal dormidas, cansaço excessivo ao acordar e até impactos na saúde física e mental.
“A pessoa começa a apresentar sintomas como boca seca ao acordar, fadiga intensa, dificuldade de concentração, irritabilidade e até queda no desempenho profissional. Tudo isso pode estar relacionado ao ronco e à apneia do sono”, explica a ortodontista e odontopediatra, Dra. Fabiane Luz.
Segundo ela, esses problemas afetam diretamente o sono profundo, fase essencial para o descanso do corpo e da mente. O ronco frequente pode provocar microdespertares ao longo da noite, impedindo que o paciente entre no sono reparador. O resultado é uma sensação constante de cansaço, mesmo após horas na cama.

O que pouca gente sabe é que o dentista pode ajudar no diagnóstico e tratamento desses distúrbios. Durante o exame clínico, o profissional é capaz de identificar sinais como bruxismo, alterações na posição da língua, na arcada dentária e até avaliar a abertura das vias aéreas. “Conseguimos observar indícios importantes apenas examinando a cavidade bucal do paciente. Além disso, temos recursos para tratar o problema”, destaca a profissional.
Um dos tratamentos mais utilizados na odontologia para combater o ronco e a apneia é o aparelho intraoral. Um dos modelos mais indicados é o da linha Myosa, da marca Myobrace. Feito de silicone, o dispositivo é de fácil uso e higienização, e atua promovendo o relaxamento da musculatura durante o sono, além de reposicionar a língua no céu da boca, o que ajuda a manter as vias aéreas desobstruídas.
Além do tratamento, a prevenção é fundamental. Dra. Fabiane Luz destaca alguns hábitos que favorecem o descanso de qualidade, como por exemplo, evitar aparelhos eletrônicos uma a duas horas antes de dormir; não levar o celular para a cama; evitar refeições pesadas e exercícios físicos muito próximos da hora de dormir; dormir de lado, e não de barriga para cima ou de bruços e manter uma rotina de exercícios físicos e alimentação saudável para controle do peso corporal. “Pacientes com sobrepeso e aumento da circunferência do pescoço tendem a apresentar mais dificuldades respiratórias durante o sono. Por isso, o cuidado com a saúde geral também impacta diretamente na qualidade do sono”, conclui a especialista.

