Desencantadas flores…
Livres, à espera.
Solitárias, de angústias,
São as flores da Bulgária,
Amargas e doloridas,
Mas, sempre belas.
Na paisagem,
Um vento raivoso
Risca a pedra
E cria fissuras
Por onde escoam
Restos de chuvas
Severas,
Que ao fim, banham,
Em gotas invisíveis,
Selvagens flores
Búlgaras, matutas,
Camponesas,
Eternamente belas.
O vento carrega pra longe
O cheiro suave daquelas
Tímidas Flores,
Pra contar, distante,
Em outros mundos,
Que há flores de tristeza
E sofrimento.
Pobres e humildes
Flores, resistentes flores,
Nascidas em pedras,
Em caminhos esquecidos,
Molhadas por gotas
De chuvas invisíveis,
Flores belas,
Da Bulgária.
Rômulo Silva – é médico angiologista e cirurgião vascular, integra a Sobrames Sergipe

