A situação da dengue no Brasil é alarmante. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam um aumento drástico nos casos da doença, com mais de 5,4 milhões de registros – três vezes mais do que no ano passado. Este cenário preocupante é agravado pelo número de mortes: 3.254 óbitos confirmados e 2.786 ainda em investigação.
No estado de Sergipe, a situação também inspira cuidados. Em 2024, já foram contabilizados 846 casos e três mortes confirmadas, com mais três sob investigação. A morte mais recente foi a de um técnico de enfermagem que atuava no Hospital Regional de Itabaiana e no Hospital Universitário de Lagarto, e que está sob análise para confirmação da causa.
A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é uma velha conhecida dos brasileiros e sergipanos. Este mosquito é também responsável pela transmissão da chikungunya e do Zika vírus, representando uma ameaça constante à saúde pública. A questão que se impõe é: é possível prevenir a dengue? A resposta é sim, e a participação popular é crucial nesse processo.
Estudos indicam que 80% dos focos do Aedes aegypti estão em ambientes domésticos. Por isso, a conscientização da população sobre as formas de prevenção é fundamental. Medidas simples, como eliminar água parada em vasos de plantas, tampar caixas d’água e manter o ambiente limpo e sem resíduos que possam acumular água, são eficazes para combater a proliferação do mosquito.
A responsabilidade de combater a dengue é de todos. Autoridades de saúde precisam intensificar campanhas de conscientização e implementar medidas de controle, enquanto cada cidadão deve adotar práticas preventivas em seu cotidiano. Somente com um esforço conjunto será possível reverter esse quadro alarmante e proteger a saúde de todos.
André Carvalho – jornalista responsável

